sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Quinta Chamada

Finalmente, formei-me.
Formei-me em Letras pela Universidade Federal de São Paulo.
Fiz cinco anos e meio de faculdade para conseguir o diploma de licenciada para dar aula de Português e/ou Francês. Sinto-me aliviada.
Demorei pra escrever alguma coisa sobre a minha formatura pois acredito que não fiz mais do que a minha obrigação. Vou explicar. Quando decidi prestar vestibular, era para entrar na faculdade e quando entrei na faculdade era pra sair formada, então cá estou.
Em 2009 eu comecei a trabalhar num lugar e fazia cursinho lá. Era o Anglo, unidade da Rua Sergipe na Consolação mas na propaganda aparecia Higienópolis para chamar a atenção dos clientes.
Entrei sem saber ao certo o que eu queria. Queria passar na faculdade mas a faculdade tanto faz desde que eu não tenha que pedir para o meu pai pagar. O curso estava determinado: Letras!
Num lugar onde todos iriam prestar medicina, arquitetura, direito, biologia e engenharia eu era a "patinha feia". "Letras? Mas pq Letras?" diziam eles. "Letras! Porque eu gosto de ler, de escrever e adoro gramática." dizia eu.
Não estava muito preocupada com o que aquelas pessoas pensariam de mim, eu nunca me importei muito com o que pensavam. Trabalhava num lugar onde as pessoas tinham muito dinheiro e eu conversava com todas elas sem medir status... como uma criança mesmo. Cheguei a conversar com pessoas que perguntavam onde eu morava e eu dizia que era na zona leste. "Zona leste? Ahhh sim! Lá pros lados do Tatuapé, né?" E eu dizia "Mais pra lá, bem mais pra lá."
No Anglo, os monitores tinham uma sala para "cuidar". Eu era uma monitora e a minha sala era dos vestibulandos da FGV - Fundação Getúlio Vargas, uma instituição que tem a mensalidade tão cara que eu achava que ninguém teria dinheiro para pagar aquilo tudo.
Ninguém da sala que eu cuidava falava comigo. Ninguém. Todos os monitores tinham seus amigos e as salas eram divididas em: Humanas, Exatas e Biológicas.
A minha sala era FGV então era meio diferentona mesmo. Entrei em maio e todo mundo já tinha amigos, menos eu. Claro que os monitores me acolheram de braços abertos. Marina, Camila, Rene, Gabrielle, Plínio, Marcus, Everton e Ana. Os dois últimos permanecem firmes e fortes na minha vida até hoje e eu costumo dizer que são presentes que ganhei desse lugar.
A Ana foi a primeira a me receber bem. Quando eu fui fazer entrevista ela passou com aquele coletinho laranja sorrindo pra mim. Será que ela pensou que eu fosse uma aluna? Será que ela sabia que eu seria sua colega de trabalho? Ou sei lá... sorriu porque é simpática mesmo. Não... sinceramente eu acho que ela sorriu porque foi com a minha cara. Eu fui com a dela e sorri de volta.
Eu e a Ana ficávamos no terceiro andar. Era muito bom! A gente ficava conversando da vida o dia todo. Estudávamos também, claro. Mas nós tínhamos muito o que conversar, e cantar e dançar... teve professor que já me pegou dançando no corredor e esse dia foi muito engraçado.
Um dia, estava conversando com o Fran que era um funcionário do Anglo que já estava na faculdade. Ele me disse: Por que você não presta Unifesp? É em Guarulhos e deve ser até perto de onde você mora já que é da leste.
Pesquisei sobre e... sim! Era relativamente perto. Uma Universidade Federal, perto de casa e que considerava o Enem como meio de ingresso. Era pelo sistema misto (hoje não é mais), então eu faria uma prova objetiva e uma dissertativa.
Minha prova objetiva foi um desastre. "Nossa, que prova horrível! O Enem é muito cansativo e extenso... jamais vou conseguir", eu pensava. Mas fui... os dois dias de prova objetiva e na outra semana fui para a prova dissertativa.
Na dissertativa eu até que fui bem. As perguntas eram específicas de Português, História e Geografia.
Lembro direitinho do dia que eu vi o meu nome na lista. Era a quinta chamada e eu já estava quase sem esperanças de passar. Neste dia, eu passei mal e não fui trabalhar. Minha mãe me levou no hospital de manhã e eu fiquei lá tomando soro até melhorar. Gastrite atacada. Nem sem se esse termo é válido, mas dane-se a medicina. Eu estava passando um perrengue lascado tendo que acordar às 4:30 da manhã todos os dias para estar na Consolação às 6:30 e só saía de lá às 20 horas pois ficava trabalhando na parte da manhã, almoçava, ia pra aula a tarde e ficava na sala de estudos até melhorar a situação do transporte público pra eu conseguir respirar no ônibus, chegar até o metrô, pegar mais um ônibus pra conseguir chegar em casa. Não era de se espantar porque o meu estômago estava doendo tanto.
Às vezes eu chegava bem mais tarde em casa pois saía do Anglo e ia assistir a apresentação da banda "Os Babilaques" que era formada por alguns professores do Anglo. Um deles era o meu ídolo! Professor de Português Paulo César de Carvalho. Eu nunca tive aula com ele. Eu gostava muito dele pela pessoa incrível que ele era e ficava com as orelhas grudadas na porta do lado de fora tentando ouvir a aula. Um dia, ele usou uma passagem do meu poema preferido na aula. "A flor e a náusea" do Drummond. Ouvir ele dizendo "É feia, mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio" foi, pra mim, uma realização. Não só isso, mas como eu estava passando por um momento muito confuso em minha vida, comecei a dizer que o Anglo era a minha flor pois era feia mas furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio muitas vezes em minha vida.
No dia do meu aniversário, o meu chefe permitiu que eu visse uma aula dele. Tirei o meu colete laranja e fui sentar como uma aluna. Ele entrou na sala, deu aula sobre crase (que aula!) e recebeu vários bilhetinhos durante a aula. Não leu nenhum em voz alta. No fim da aula ele agradeceu a minha presença ali e disse que eu era o sol que iluminava as suas manhãs. Cantaram parabéns pra mim... foi demais! Um dos dias mais legais que eu tive no Anglo!
Voltando ao dia que vi meu nome na lista, estava eu e a minha irmã Vanessa em casa. Minha avó morava no quintal então ela também estava em casa. Meus pais tinham saído para fazer compras no mercado. Entrei no site pensando "Vamos ver... eu não passei mas vai que..."
A lista estava em ordem alfabética e o meu nome era o segundo da lista seguido de "Albert Einstein fulano de tal". Primeiro eu conferi pra ver se era isso mesmo. Se não era uma pegadinha com aquele nome estranho antes do meu... mas não era. Era o meu nome. Era o meu!
Chamei a Vanessa aos berros num desespero imenso! Ela subiu as escadas correndo perguntando "O que foi?" espantada. E eu, desabando, disse "Eu passei na Unifesp."
Recebi o meu primeiro abraço e o meu primeiro parabéns.
Minha avó, da casa dela, conseguiu ouvir e gritou: "Aline? O que foi?" E eu, com vergonha, disse: "Nada vó. Eu passei no vestibular. Estou feliz." E ela entrou de novo em casa aliviada por não ter sido nada grave, era só um raio de vestibular que deixou ela feliz. "Ta feliz então ta bom" ela deve ter pensado.
Quando acalmei um pouco, pensei "Quinta chamada? Hum... Será que eu me matriculo? Quinta chamada? Ruim, hein? Se é pra passar, tinha que ser na primeira, poxa..."
Esses questionamentos duraram alguns minutos até que ouvi o carro dos meus pais. Chegaram!
Fui lá no quintal e meu pai estava fechando o portão da garagem.
- Pai, sabe aquela prova que você pagou a inscrição pra mim?
- Sei. Aquela de 75 reais, fia?
- Sim. Eu passei.
- Passou? Era o vestibular?
- Era. Eu prestei pra Letras e passei.
- Você passou? Você vai fazer faculdade? Negáááá, a Nininha passou na faculdade! Você vai sair daquele inferno de Anglo? Não vai mais acordar as 4 horas da manhã e chegar meia noite? Ai meu deus do céu!
E me abraçou, e me beijou e me deixou me deixou orgulhosa. A ficha caiu.
No dia seguinte, fui trabalhar.
"Aline! O que você está fazendo aqui, menina? Você passou!"
E o meu lado virginiana ainda não sabia se iria mesmo me matricular já que eu não passei na primeira chamada.
Fui convencida por todo mundo que ficou feliz por mim e também pela felicidade do meu pai.
Fiz a matrícula em 2010 e eu não teria como detalhar os meus cinco anos e meio de graduação porque daria um livro.
Porém, há algumas coisas que eu não consigo não citar como os estágios que fiz numa escola pública no Itaim Paulista dando aula de reforço, no Sesc Belenzinho como arte educadora e encontrei a minha vocação, o estágio que fiz no Instituto Florestal dando aula de inglês para crianças e ter certeza do que eu não nasci pra fazer, das minhas mudanças de casa para repúblicas em Guarulhos, depois na Mooca, das vezes que eu fazia um pratão de pedreiro no bandejão da faculdade para colocar metade na marmita pra levar no almoço no dia seguinte no trabalho, das vezes que eu pedia pizza com os meus últimos centavos porque chegava em casa cansada demais para cozinhar, das vezes que eu esperava o tempo que fosse pra pegar o ônibus sentada e conseguir dar um cochilo antes da aula pra amenizar a fome e me deixar menos cansada, das minhas dores no estômago no ônibus, na república de madrugada sozinha com medo de acordar alguém, de quando eu ficava presa na Dutra ou na Marginal e não conseguia chegar a tempo na aula pois estudar em outra cidade é uma coisa bem complicada, das vezes que eu passei a noite acordada fazendo trabalhos, escrevendo resenhas ou fichamentos ou qualquer outra atividade pra entregar no dia seguinte, das vezes que deixei de sair com meus amigos que têm certa mágoa de mim até hoje por eu não estar presente em vários eventos importantes, das várias vezes que a Unifesp entrou em greve, de quando o meu pai estava no hospital e eu alternava a jornada com as minhas irmãs e de quando o meu orientador ficou conversando comigo durante 3 horas tentando me convencer de entregar a primeira parte do meu TCC que ele considerou mediano, do quanto eu chorei na frente dele e mal conseguia falar de tanto que soluçava, das coisas que perdi, das coisas que aprendi... é tanta coisa que nem a minha memória foi capaz de conservar tantas coisas pra eu poder detalhar num livro.
O meu amor sabe de boa parte de todos esses meus perrengues pois foi ele quem estava lá pra me levar no hospital e ficar lá comigo o tempo todo e me ajudar na república, e me dizer como chegar e sair de um lugar em Guarulhos que eu não fazia ideia de como fui parar ali, e me dar uma impressora pra eu deixar de ficar horas na fila da faculdade pra imprimir alguma coisa ou pagar uma fortuna em xérox... tudo! Ele estava ali me ajudando em tudo, tudo mesmo.
Todo ano eu faço uma lista de desejos. Um deles era que eu me formasse.
Eu descobri que estava formada um dia depois do dia dos pais. Foi um presente tardio para o meu pai, mas não daria pra eu entregá-lo antes. Meu pai faleceu em Maio de 2014.
Sempre que eu recebia uma boa notícia, a primeira pessoa que eu corria logo pra contar era o meu pai. Ele tinha o abraço mais gostoso desse mundo e eu me sentia uma criança abraçando ele, mesmo depois de adulta.
Imagino que se ele estivesse aqui, ficaria tão feliz que... nem sei. Talvez me abraçasse forte e pedisse pra eu gritar "Irrul!" como ele pedia sempre.
Não quis fazer colação de grau e nem festona de formatura porque ser virginiana é um inferno e eu entrei na Unifesp pra sair formada mesmo então não fiz nada além do que já estava previsto.
Chamei meus amigos queridos para virem aqui em casa, coloquei algumas músicas alegres, estavam os meus bolinhas, minha mãe, todos alegres, felizes...
Durou menos tempo do que eu gostaria mas acredito que durou o suficiente pra eu poder rever todos aqueles que tiveram orgulho de mim, mesmo passando apenas na quinta chamada.
Foi uma jornada e tanto! Conseguir realizar um sonho como esse é algo inexplicável.
Dedico a minha formatura ao meu pai e faço um grande esforço pra me enganar e acreditar que ele recebeu esse meu presente com lágimas de felicidade nos olhos.

(Festa de Formatura com o tema Halloween dia 30/11/2016)

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Coral é a cor mais quente

Os melhores dias da nossa vida são aqueles que te deixam deprimida quando acabam.
A data estava bem clara desde o ano passado: 8 de Outubro de 2016. Tínhamos, então, mais ou menos um ano para nos organizar para o grande dia.
Grande dia? Que dia? O casamento da minha amiga Glalcia. Sim, Glalcia com "L" porque ela sempre dizia que foi o pai dela que quis assim e ele fez questão de colocar o nome dela com "L" e da irmã Gleicy com "Y" no final para não ficar igual a todas as Glaucias e Gleices. Tudo bem, o corretor vai sublinhar a palavra de vermelho mas o importante é que ela gosta assim.
Estudamos juntas desde a 6ª série e, no começo, quando ela andava com as meninas mais populares da escola eu pensava "queria ser amiga dela, ela deve ser legal".
Eu não lembro ao certo como começamos a conversar, mas lembro que teve um dia na escola em que eu estava no corredor tentando chegar na minha sala quando mais um milhão de alunos queriam fazer a mesma coisa. Logo, corredor inacessível. Eu estava com 11 anos e os meninos de 14 pareciam ser muito mais altos do que eu. Naquela bagunça toda, acabaram empurrando um dos meninos que estava no corredor e ele caiu derrubando mais um monte de gente, parecendo um dominó. Eu, bem sortuda, estava nesse meio. Depois de um tempo, eu contava esse episódio para as pessoas e elas riam muito até que a Glalcia, que já era minha amiga, disse: Foi naquele corredor do Terezinha? Eu estava lá também! Mas não me machuquei, só vi que tinha uma menina caída no chão com a cara vermelha de choro e eu quase enfiei o pé na cara dela.
Acredito que esse tenha sido um dos primeiros momentos meu e da Glalcia juntos.
Desde então, éramos grudadas. Andávamos juntas na escola, o meu braço direito sempre encaixado no braço esquerdo dela ou vice versa. As pessoas chegavam a achar que éramos namoradinhas. Bobagem! Ela gostava do Galão, um menino lá da escola que a gente chamava assim sei lá porquê.
Mudamos de escola e eu não queria ir pra lá de jeito nenhum. O motivo? Era escola de maloqueiro. Comecei a frequentar as aulas umas duas semanas depois que as aulas já tinham começado e a Glalcia teve o papel de me enturmar com o pessoal de lá.
Acabei gostando mais dessa escola do que da antiga.
Nessa escola, éramos as descoladas roqueiras. Ela sempre com a camiseta do Charlie Brown Junior e eu com a camiseta do CPM 22. Embora nenhuma de nós desse o braço a torcer e assumir que as duas bandas eram legais.
Além das camisetas de banda, usávamos all star. Chegando na escola, trocávamos um deles e cada uma ficava com um all star da outra pois calçávamos o mesmo número.
Não sei descrever ao certo quando a Glalcia começou a falar do Junior pra mim, mas ela já gostava dele quando eles trabalhavam juntos.
Ela falava que tinha achado um MAOMÉ mas achava que ele não gostava dela.
MAOME - Moreno, Alto dos Olhos Mel Esverdeados. Era o nosso código para descrever como queríamos que o nosso namorado fosse.
Quando eles começaram a namorar, a minha vontade era de dar três tapinhas na cara dele dizendo: "FINALMENTE, MEU FILHO! ATÉ QUE ENFIM VOCÊ LARGOU MÃO DE SER BABACA!"
Isso porquê era inaceitável que ele não percebesse o quão especial era essa menina que gostava dele.
No começo, confesso que fiquei com um pouco de ciúmes dele. Era Júnior pra lá, Júnior pra cá. Pelo menos a Glalcia nunca deixou de sair com o nosso grupo de amigos por causa dele, ela o incluiu nas nossas andanças da vida. O problema é que ele pegava demais no meu pé. Tudo era motivo de fazer piada comigo.
O tempo foi passando e coisas boas e ruins foram acontecendo em nossas vidas. Acho que a melhor delas foi nunca ter perdido o contato com esses dois.
O Junior foi ganhando a minha simpatia ao passo que eu o via acolher os meus amigos de braços abertos. Mal sabia eu que aquele jeito de ficar fazendo piada comigo era só o jeito dele me acolher também.
O dia 8 de Outubro de 2016 estava cada vez mais perto e eu indignada por duas coisas: a primeira que a Glalcia tinha traído o movimento e não casaria de all star. A segunda que a Glalcia tinha escolhido coral para as madrinhas.
Coral? Coral?? Mas que raio de cor é essa! Logo ela que sempre falava "Noivas escolhem a cor dos vestidos das madrinhas para ajudarem a decorar a festa." Só queria ver como ela iria decorar uma festa com coral.
Fui com ela, o Hudson e a Patrícia em vários lugares tentar encontrar um modelo que me agradasse e só descobri uma coisa com aquela procura: a Glalcia é a mulher mais paciente e corajosa desse mundo pois me aturar fazendo cara feia e dizendo "Affff... esse é horrível!" com quase todos os vestidos que vimos não é para qualquer uma.
Voltamos pra casa e eu continuei em busca do meu vestido coral. Fui em um milhão de lojas, vi um milhão de modelos e só conseguia fazer a mesma cara para todos.
O meu maior problema era pegar um vestido que combinasse com um all star pois desde que ela disse que iria casar, eu já sabia que usaria all star.
Eu tentei: "Glalcia, pode ir de calça?", "Glalcia, pode ir de vestido até o joelho?", "Glalcia, pode ir com o vestido até a canela?"
Não. Não. Não. Tinha que ser coral e longo. No máximo, um mullet. Descobri que mullet é um modelo que fica longo atrás e curto na frente. Perfeito! Era esse modelo que eu queria pra poder mostrar o meu all star que é o símbolo da nossa amizade.
No fim das contas, achei uma saia bailarina salmão com um cropped salmão mais claro. Mandei a cor pra ela e perguntei se poderia ser aquele tom. "SIM!"
Finalmente! Roupa já estava ok, cabelo e maquiagem eu mesma faria e a única coisa que faltava era a roupa inteira do padrinho mais sossegado do mundo que, ironicamente, ganhou o personagem Flash.
Tudo ficou preparado na véspera. Dia 07 de Outubro de 2016 nós trabalhamos o dia todo e a noite deixamos tudo pronto. "É amanha!"
08 de Outubro de 2016 finalmente chega. Encontro os meus amigos, vamos até o sítio e nos deparamos com um céu sem uma única nuvem. Glalcia acertou em cheio! Os dias anteriores foram bem frios e nublados mas o dia dela estava lá com um sol incrivelmente brilhante sorrindo pra gente.
Aos poucos todos vão ficando prontos e tomando seus lugares. Como estão lindos!
O noivo estava radiante. Todo de preto com aquela roupa mega chique com peças que eu nem sei o nome. Ainda dizem que mulher entende de moda.
Quando, finalmente, todos tomaram os seus lugares, o nervosismo se acentuou.
Os pais do noivo e da noiva entraram, depois os padrinhos, depois as crianças, depois a noiva e, por último, o noivo. Sabia que a Glalcia não seria tão tradicional assim, isso foi escolha dela.
É claro que eu preciso voltar para a parte em que ela sai do carro e começa a caminhar em direção ao altar.
Eu nunca achei bonito ver uma noiva. Pra mim, noivas são todas iguais por mais que o vestido, cabelo, penteado, caras e corpos mudem. Acho estranho que muitas mulheres queiram se vestir de bolo pra casar, mas tudo bem.
A Glalcia estava de noiva. Finalmente eu consegui olhar para uma noiva e pensar que ela é a mais linda que eu já vi na vida. E, mesmo com um vestido branco e tradicional, conseguiu me surpreender.. Eu achei que ela fosse de Bela, de "A Bela e a Fera" mas ela deixou esse papel para a tia Rita, sua mãe que estava parecendo uma princesa.
A cerimônia, para mim, foi comum. O padre falando várias coisas nas quais eu desacredito e muitas pessoas falando "Ele está no meio de nós", "Amém" e sei lá mais o quê. Neste momento, eu foquei a minha atenção nos sorrisos das pessoas. Comecei a olhar pra todo mundo e todo mundo estava sorrindo, feliz. A energia daquela cerimônia estava tão boa que o sol brilhava cada vez mais e eu acho que foi por isso que, em nenhum momento, ele se ausentou. Ele foi convidado pelo sorriso de cada um.
Se um dia esse dia saísse da minha memória, acredito que um momento jamais sairia da minha cabeça: Glalcia olhando para trás o tempo todo, sorrindo muito e com uma felicidade tão grande que me fez chorar. (É, Glalcia. Esse, pra mim, foi o momento mais incrível de toda a festa).
Os noivos chamaram todos pra comer e, em seguida, fomos assistir ao baile dos noivos. Glalcia acertou mais uma vez escolhendo a trilha sonora de "A Bela e a Fera" para dançar com o seu marido.
Eles se olhavam, olhavam para todos, dançavam e suspiravam de felicidade. Mais um momento inesquecível para aquele dia que nos trouxe vários.
A pista foi liberada para todos e a felicidade dos dois contagiou todo mundo que estava ali naquele momento. Perguntei para o dj de uma música que eu queria muito dançar e ele disse "É aquela do assererrê, né? Tem sim." Fui correndo chamar a noiva que estava super ocupada dando atenção a todos até que eu disse uma coisa que a fez sair correndo pra pista: "Ragatanga".
Dançamos muito, Dançamos demais. E agora consegui entender porque Diego viu-se possuído pelo tal ritmo.
Anoiteceu mas toda aquela alegria ainda estava com todos pois passamos a noite todos juntos no sítio.
No dia seguinte, levantamos cedo, tomamos café da manha e fomos colocar nossas roupas de banho para aproveitar a piscina.
Dia maravilhoso! Todo mundo feliz, sorrindo, brincando, jogando... que dia inesquecível!
A seguir, colocarei algumas fotos que ilustram um pouco dessa felicidade contagiante que os noivos nos proporcionou.
Glalcia e Junior, eu gostaria muito de ter escrito alguma coisa pra vocês naquele livrinho mas infelizmente não deu tempo. Fica, então, esse texto com um pouco da minha percepção desse dia que foi tão especial para todos nós.
Junior, eu espero que essa felicidade contagiante de vocês permaneça para sempre e que vocês possam sorrir toda vez que lembrem da existência do outro em sua vida.
Glalcia, meu xuxu! Você acertou em cheio em tudo! Principalmente na cor coral pois, se você reparar, é a cor que ficou marcado na pele de todas as pessoas que estavam presentes nesses dias lindos.
Foi decoração, foi de coração, foi pra corar, foi pra decorar, foi de corar! Coral... a cor perfeita para o seu dia!

Parabéns e obrigada!




















terça-feira, 4 de outubro de 2016

CoMEMORIAR

Eu adoro fotos. Como adoro!
Geralmente eu esqueço de fotografar alguns momentos importantes da minha vida por acreditar que eles se farão eternos na minha memória.
Muitas vezes são, mas eu não posso deixar de pensar que um dia essas fotos memoráveis (aquelas tiradas com a memória) podem se perder, ou embaçar, ou danificar com a ação do tempo assim como acontece nas fotografias impressas também.
Hoje foi um dia como esses que a gente guarda num lugar especial na nossa cabeça. Dizem que a memória existe pra isso mesmo e ela é algo tão precioso e raro que as coisas mais maravilhosas da vida ficam armazenadas como se fosse um presente carinhoso da vida ao te fazer relembrar de momentos lindos.
Minhas duas amigas queridas: Mariana e Beatriz. Como eu gosto das minhas gracinhas! Momentos belos e mágicos eu passo com vocês e depois me arrependo de não ter tirado nenhuma foto.
Logo eu que adoro fotos, como adoro!
A intenção estava anotada na minha agenda de 2015 que era: Renovar o meu mural de fotos e imprimir fotos mais recentes da minha vida. Não o fiz e a culpa é da minha mudança de casa, minha formatura, meu noivado e minha preguiça e falta de compromisso com as fotos que eu tanto adoro.
Hoje eu ganhei delas os presentes de aniversário que estavam esperando um dia nas nossas agendas.
Foi, então, hoje o dia que tiramos para comemoriar. Só o que eu consigo pensar agora é o que irei beber nos meus novos copos colorido e do timão, na minha caneca da branca de neve e onde colocarei as minhas lindas suculentinhas. Tudo uma forma bonita que elas encontraram de me presentear e ao mesmo tempo dar o toque delas na minha casa. Mal sabem elas que o que eu mais gosto nesses presentes é pensar em como elas se organizaram para entregá-los a mim. Também adoro pensar no jeito que elas não se organizaram para embrulhar, ou pedindo pra mãe (né, Bia?) ou encapando com papel (né, Mari?).
Além dos belos presentes, uma nova amiga e desabafos que pareciam estar pedindo socorro.
No fim do dia, sorrisos.
Aqueles que eu adoraria ter registrado em fotos mas não as tirei.
Logo eu, que adoro fotos. Como adoro!

domingo, 14 de agosto de 2016

Pai Para Sempre (Parapoemando Drummond)

Por que deus permite
Que os pais vão-se embora?
Pai não tem limite
É tempo sem hora
Luz que não apaga
Quando sopra o vento
E chuva desaba
Veludo escondido
Na pele enrugada
Água pura, ar puro
Puro pensamento
Morrer acontece
Com o que é breve e passa
Sem deixar vestígio
Pai, na sua graça
É eternidade
Por que deus se lembra
- Mistério profundo -
De tirá-lo um dia?
Fosse eu rainha do mundo
Baixava uma lei:
Pai não morre nunca
Pai ficará sempre
Junto de sua filha
E ela, velha embora
Será pequenina
Feito grão de milho


quarta-feira, 13 de abril de 2016

De missão

Hoje eu fui demitida.
Trabalhava como arte educadora numa empresa super burocrática.
Mas eu gostava da equipe, gostava das exposições, gostava de conviver com pessoas inteligentes e de aprender uma ou várias coisas novas num só dia.
O bom acabava sempre compensando o ruim.
Eu sei como é trabalhar em empresas burocráticas.
Sei que você está esperando um texto poético ou uma crônica com um belo desfecho, mas só gostaria de deixar registrado o meu desemprego mesmo.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Dias para se guardar na memória, dias memoráveis

Foi o ano todo dizendo "Mãe, em Janeiro nós vamos pra Recife, né?" e ela concordava sem dar muita importância. Passagens para o nordeste brasileiro são tão caras que é preciso fazer um planejamento. Claro que isso é válido para os não providos de muito dinheiro. Pois bem. Eu poderia ter escolhido outro destino mas a minha sogra leva consigo uma lei que diz o seguinte: "Todo Janeiro eu vou para o nordeste!" e, nesse ano de 2016, seria exatamente para Recife.
Veio Novembro junto com a Black Friday e uma promessa de passagens mais bataras. "Para Recife? Em Janeiro?? Rs Olha... não vai ter nada. Diante desta informação, pagamos as passagens de ida um pouquinho mais baratas do que o normal naquele mês.
"Mãe, em Janeiro nós vamos pra Recife." O que era uma interrogativa tornou-se uma afirmativa pelo fato de não conseguirmos mais devolver as passagens e pegar o dinheiro de volta. "Ta bom, Aline!" Dizia ela já com a paciência quase esgotada. Dezembro passou velozmente e... tan dan! Janeiro!
Dia 12 de Janeiro de 2016 era o dia. Não estávamos esperando tanto assim por ele pois a minha mãe queria mesmo era "fugir do compromisso". Eu, um tanto arrependida por forçar a minha mãe a aceitar um convite indireto da minha sogra para viajarmos juntos, pensava no porquê tinha feito isso.
Fomos em cinco pessoas: minha mãe Cida, minha sogra Nadja, meu cunhado Nidinho, meu namorado Felipe e eu.
O Eduardo, amigo da minha mãe, fez questão de nos levar até o aeroporto e a ansiedade dela crescia ainda mais vendo aquele lugar enorme e pensar que daqui a algumas horas poderia estar dentro de um daqueles aviões enormes.
O voo foi muito tranquilo e ela nem ficou com medo. Só vi que fechou os olhos bem forte na hora da decolagem mas depois percebi que estava mais calma quando cochilou. Nadja e Nidinho já estavam em Olinda desde o dia 2 de Janeiro e estavam no aeroporto de Recife esperando a gente chegar. Saímos de São Paulo naquele friozinho com chuva e chegamos em Recife com aquele calor de matar. Do aeroporto fomos pra Olinda para nos hospedar na casa da afilhada da minha sogra que, gentilmente, nos emprestou a casa. Já no dia seguinte, fomos conhecer um parque chamado Coqueiral. Ficava a uns 20 minutos da casa onde nós ficamos. O parque tem piscinas para todos os gostos, mais sossegada pra quem gosta de ficar numa boa ou com ondas para quem gosta de lances mais divertidos.

(No Aeroporto de Guarulhos 12/01/2016)

                                                        (No parque Coqueiral 13/01/2016)
                                                         
(No parque Coqueiral 13/01/2016)

Com exceção da Nadja, acho que todo nós preferimos uma boa piscina do que o mar. Por isso, fomos direto a um parque aquático. O dia seguinte não foi diferente, conhecemos outro parque, desta vez o Veneza. Nidinho, Felipe e eu fomos e nossas mães ficaram em casa.
Neste parque, havia mais opções de piscinas e atrações então nos divertimos bastante! Fizemos corrida de bóias, descemos num tobogã escuro de cobra e o Felipe quase me fez desmaiar topando descer de um tobogã super inclinado.
No fim do dia no parque, comemos churros, voltamos pra casa e depois fomos dar umas voltas pra comer pastel numa pastelaria perto de casa. Quanta porcaria! Rs...
Ilha (encantada) de Itamaracá foi a nossa próxima aventura. Visitamos o forte de Itamaracá, almoçamos, tomamos banho de mar e atravessamos a ilha. O mais impressionante, além da visão maravilhosa deste lugar, é que convencemos a minha mãe a atravessar a ilha comigo e com o Felipe de barco. "Vou nada, Aline! Morro de medo!" E o socorrista, gente finíssima, Alex disse: "Vai, mulher! Se você não for, vai acabar se arrependendo." Insistir. Acho que é este o segredo para que a minha mãe aceite novos desafios, diga sim para os ditos "compromissos" e, de fato, reconheça que iria se arrepender se não o fizesse.
Mais um dia da nossa aventura e fomos às compras! Artigos artesanais, roupas, coisas de praia... Além de ter distração para os mais jovens e as menos jovens, passamos boa parte do nosso tempo no centro de Olinda. Se, até o momento, não sabíamos ainda o porque desta cidade ter este nome, bastou subirmos ao elevador da Sé para que suspiros viessem cada vez mais intensos de nossos corações: me apaixonei! Visão deslumbrante! Agradeci ao momento, agradeci por estar com a minha mãe, o meu amor e estar num lugar que eu não fazia ideia do quão lindo era me fez sentir que no Brasil há coisas lindas e coisas lindas de verdade.


Ilha de Itamaracá - Olinda

Centro de Olinda

Vista do mirante (elevador) - Olinda

Artesanato


Artesanato - Olinda

Me apaixonando - Olinda

Foto da selfie - Centro de Olinda
I
Forte de Itamaracá

Ilha de Itamaracá - Olinda

 Nossa viagem continua em Recife, no dia 16 de Janeiro conhecemos o parque Dona Lindú e à noite visitamos o centro de Recife com os primos do meu amor. O centro de Recife a noite é a coisa mais encantadora! Muita gente na rua, várias famílias, pessoas andando de skate e patins, muita gente nos barzinhos... encatador! Eu estava louca para conhecer o prédio da Caixa Cultural de Recife, vi o prédio por fora naquela noite pois já estava fechado e combinei com o Fe que voltaríamos lá pra conhecer a exposição "Esporte Movimento".
Nesses dias, ficamos hospedados na casa da tia (a minha preferida das tias do broto) Neide. Que as outras não vejam isso, mas gosto demais dela! Tia Nara e tia Norma também são uns amores!
Nossa comemoração de 4 anos e meio foi em nada mais, nada menos do que em Porto de Galinhas. Voltamos lá pela segunda vez desde 2014 e matamos uma saudade que estava guardada desde então. Muitas lojas, muita gente, praia linda! Daquelas que você vai pro mar e a água bate no umbigo e você consegue ver suas pernas se movimentando embaixo d'água.
O mar estava bem calmo e nós muito felizes. Minha mãe então... Junte a palavra "lojinha" com as palavras "mar calmo" e ela adora!
No dia seguinte, fizemos passeios a dois durante todo o dia: eu e meu amor fomos conhecer o tão misterioso Instituto Abelardo da Hora. Antes de nos aventurarmos até lá, ligamos. "Olha... a moça que pode te informar o horário de funcionamento volta daqui uns instante, vice?" E eu acabei retornando depois. Nada dela ter chegado, Felipe liga pela terceira vez e uma mulher dizendo ser a Sandra, filha dele, atende. Eis o diálogo:
Felipe: Boa tarde, gostaria de saber qual o horário de funcionamento do Instituto.
Sandra: Boa tarde, você vem mais ou menos que horas?
Felipe: Ah... estava pensando em ir depois do almoço.
Sandra: Pronto! Pode vir! Estarei aqui a tarde toda Você vem com quem?
Felipe: Vou com a minha namorada.
Sandra: Pronto! E vocês já sabem chegar aqui?
Felipe: Mais ou menos... mas nós temos GPS qualquer coisa.
Sandra: Pronto! Mas não é difícil não, olha (ela explicou o caminho).
Felipe: Então tá, até mais tarde.
Sandra: Até, tchau.
Felipe desliga o telefone e achou bem interessante o fato de ter falado com a filha de um artista que ele gosta muito.
Em Março de 2015, tivemos uma exposição na Caixa Cultural São Paulo chamada "Abelardo da Hora 90 anos: Vida e Arte" com as esculturas dele. Ali, me apaixonei pelo seu trabalho e pela sensibilidade que ele conseguia passar através das suas obras. Felipe também gostou demais da exposição e foi isso que nos despertou a curiosidade de conhecer o Instituto.
Pegamos um táxi e perguntamos ao taxista se ele sabia onde era o local, ele disse que não sabia ao certo, mas sabia onde o Abelardo morou. Ele nos deixou próximo ao local e chegamos num muro branco com vários banners escrito "Instituto Abelardo da Hora". Estranhamos o portão fechado, então liguei novamente para a Sandra e ela disse que viria um homem abrir o portão pra gente.
Entramos num galpão bem grande cheio de esculturas e ela veio nos receber. Disse que era um prazer receber a gente e foi muito atenciosa mostrando tudo: as esculturas do galpão, o ateliê onde havia uma escultura ainda não terminada, várias fotos e cartazes do Abelardo... isso só na parte de fora do local. Quando entramos na casa, vimos mais esculturas e conhecíamos mais daquele que nos encantou com o seu trabalho e eu me sentia cada vez mais honrada de estar naquele lugar. Sandra foi mostrando tudo, os detalhes e chegava a encher os olhos de lágrimas quando falava do seu irmão, Abelardo da Hora Filho, que faleceu em Novembro de 2015. O pai, faleceu em 2014 aos 90 anos deixando muitas saudades na família. Família esta que eu vi naquela casa cheia de luz e sorrisos. O corredor que dá acesso aos quartos também é repleto de esculturas, desenhos, pinturas... e ela nos mostrou até o quarto onde dormia o artista. Ao sairmos do quarto, ela perguntou se nós não queríamos tirar foto das coisas e eu, me sentindo uma jornalista intrometida, pedi pro Felipe algumas fotos e registrar um momento que, pra gente, foi muito importante: o encontro com essa pessoa tão gentil que é a Sandra da Hora e que leva em seu nome o trocadilho perfeito.
Saímos da casa um tanto que em choque de tantas coisas lindas que vimos e da experiência artística mais legal que tive dessa viagem! Apesar de todas serem extremamente maravilhosas.
À noite, passamos pelo shopping Riomar e fomos ao cinema ver o oitavo filme de Quentin Tarantino "Os oito odiados". O filme foi bom, a noite foi ótima e o dia perfeito! Na melhor companhia do mundo, o meu amor, meu broto.
(Escultura "Os Retirantes" de Abelardo da hora no parque Dona Lindú - Recife)
Prédio da Caixa Cultural de Recife

Sandra da Hora e eu - Recife


Instituto Abelardo da Hora

Dia 19 de Janeiro foi a vez do incrível e extraordinário Instituto Ricardo Brennand. Pra quem não conhece, pode soar um tanto exagerado demais, mas não é. Não creio que seja exagero dizer que um castelo cheio de esculturas dos mais diversos materiais como mármore, fóssil de mamute, bronze, gesso, obras de arte de centenas e até milhares de anos, uma coleção particular com milhares de armas, um museu de bonecos de cera e muito mais seja exagero. É realmente um lugar encantador, um lugar pra você passar umas boas horas apreciando obras de arte num espaço tão legal, vale muito a pena. Depois, fomos conhecer o centro velho de Recife. Prédios já restaurados ou em restauro mostra a preocupação dos recifenses em preservar sua história e olha que o pessoal de lá sabe bem a história da sua cidade, é bonito de ver.
Instituto Ricardo Brennand - Recife

Instituto Ricardo Brennand - Recife

Instituto Ricardo Brennand - Recife

Instituto Ricardo Brennand - Recife

Instituto Ricardo Brennand - Recife

Instituto Ricardo Brennand - Recife


Caixa Cultural Recife

Já que estávamos ali mesmo, decidimos dar uma passada em Fortaleza ver a Tia Norma, Tio Tarciso conversador e passar a tarde naquele lugar encantador que é o "Ocas do Índio". Ficamos, dessa vez, em Beberibe, onde mora a tia Norma.
Paramos um pouco. Não saímos de casa no dia 21 de Janeiro por causa da chuva que, inacreditavelmente, costuma aparecer com intensidade quando estamos por lá. Tem um pessoal que diz até que somos nós paulistas que levamos a chuva pra lá. "Fica aqui uns meses pra ver se enche as lagoas!" diz o pessoal feliz ao ver a chuva. E, nós, com aquela cara de "Oh não! Chuva?!"
Viajaríamos de volta à São Paulo na madrugada do dia 23 então torcemos muito para que o dia anterior fosse agradável pra podermos aproveitar nosso último dia de férias. E olha... eu não acredito em deus mas se eu acreditasse, diria que ele caprichou! Dia lindo de sol e calor (para estas ocasiões, sim) e matamos a nossa vontade de passar uma tarde inteira nas Ocas do Índio. Que lugar encantador! Como a minha mãe se divertiu, como o meu amor curtiu, como eu fiquei feliz! Foram férias maravilhosas que ficarão guardadas na minha memória e que eu fiz questão de escrever muito para que eu possa ler um dia e recordar cada momento dessa parte linda da minha história.
Agradeço demais quem teve a enorme paciência em ler todas estas palavras e eu espero que tenha sido um modo de inspirar as pessoas a viajar pois todos nós temos dentro da gente uma Cidinha que detesta compromissos mas quando está neles se doa e mergulha de todo coração.